É um jogo, é um brinquedo
É se respeitar o medo
É dosar bem a coragem
É uma luta
É manhã de mandingueiro
É o vento no veleiro
Um lamento na senzala
É um berimbau bem tocado
É um corpo arrepiado
Um sorriso de menininho
A capoeira
É o vôo de um passarinho
O bote da cobra coral
Sentir na boca
Todo o gosto do perigo
É sorrir para o inimigo
E apertar a sua mão
A capoeira
É o grito de Zumbi
Ecoando no quilombo
É se levantar do tombo
Antes de chegar ao chão
É o ódio
É a esperança que nasce
Um tapa sutil na face
Que foi arder no coração
Enfim,
É aceitar o desafio
Com vontade de lutar
A capoeira
É um barco pequenino
(Acredito que seja de domínio público)
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